31 de dezembro de 2016

Senhor 2016, peço sua atenção!


Venho lhe trazer flores.

As flores da gratidão.

Deve parecer estranho para o Senhor que, cá entre nós, caprichou na severidade, mas eu explico: através da sua capacidade de me desafiar, entendi que há um termo muito esquecido e fiz questão de falá-lo em tom bem alto : afeto!

Sim, depois de cada temporal eu ia lá e com meu "afetinho" acatava mais aquela chuvinha, nem tão "inha" assim, que também fique apenas entre nós, e seguia adiante.

Hoje, além de flores, vim também lhe propor um brinde.

Sim, um brinde.

A quê?

A tudo que aprendi.

Às pessoas que conheci.

À acolhida que recebi e que fui capaz de dar.

Tentei acolher várias vezes, eu juro!

Ah, por gentileza, avise ao seu irmão 2017 que eu não preciso de muito dinheiro no bolso e de saúde para dar e vender.

Não, Senhor.

Não preciso.

Para mim, aprendi com o Senhor, apenas e somente o suficiente.

Excesso, querido Mestre, só de afeto.

Disso eu gosto!

[ Cláudia Dornelles ]

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