24 de dezembro de 2016

Personalidade do Natal - Cláudia Dornelles


O Natal é uma data que me deixa sempre muito pensativa, diria até angustiada.

Observo tudo e todos à minha volta e, na maioria das vezes, não vejo as mesmas pessoas.

Sim, não são as mesmas pessoas.

Definitivamente, não são as mesmas pessoas.

É preciso repetir para que fique claro!

Todas as pessoas, ou quase, devem ter tomado alguma pílula mágica de fertilidade emocional.

Vejo-as e não as enxergo.

Pessoas que não convivem, e aí dou uma elasticidade enorme ao termo convívio, pois considero um modo de convívio o interesse pelo outro, a literal necessidade de informar-se como na música do Antônio Marcos: "Como vai você, eu queria saber da sua vida"...

Ou seja, literalizado o interesse de conviver, de estar ao lado, mesmo sem estar próximo.

Enfim, o Natal nos acomete (ou não) o ano inteiro, pois, durante todo o ano temos a incrível possibilidade de ser atento ao outro, ser íntegro com o outro, ser decente com o outro.

E que não se entenda como decência e interesse pelo outro o fato de ter tempo cronológico para ele.

Bato nessa mesma tecla, tão farta estou de gente ocupadíssima, do tipo quase celebridade de si mesma.

Criatura que deve ser leão com leão.

Perdoe os leoninos, mas assim diz a astrologia.

Se não diz, assim entendi.

E, se entendi assim e mal, me ensinem.

Astrologia e psicanálise são assuntos muito bacanas, mesmo tão diferentes.

Afinal, quem não deseja se conhecer?

Eu desejo e desejarei.

Acho que esse é o típico desejo interminável.

Ao seu amigo, conhecido, etc. e tal, escreva um e-mail, uma mensagem, puxa vida, exerça a tolerância.

Mas, não se esqueça do cuidado.

E não esqueça que você tem 365 dias inteirinhos para ser bacana!

Cláudia Dornelles

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