18 de julho de 2016

Às Mulheres


Hoje, abro o jornal on-line e vejo Sheila Cristina Nogueira cuja foto eu já tinha visto, mas que, agora, me traz uma nova noção de seu sofrimento.

Seu filho, como tantos outros cuja pobreza não estimula a esperança, foi morto numa luta sangrenta entre o tráfico do RJ e a Polícia.

Seu rosto conta uma história.

Grande.

Doída.

Feminina.

Gigante!

Eu não conheço a fundo a história dela, mas a lágrima que escorre do seu rosto também é minha.

É nossa.

Talvez pudéssemos continuar usando as redes sociais para entretenimento e informações mais leves.

Talvez pudéssemos fazer isso sendo mais empáticos, através da comunhão e solidariedade.

Precisamos tomar as rédeas de nossas decisões sobre quem e o que ler.

Sim, todas as mensagens motivacionais são muito importantes, mas, até quando fingiremos esconder nossas lágrimas, e o pior, seremos indiferentes às lágrimas alheias?

Perdoe.

Mas, por uma questão ética, humana e de decência íntima, não posso, não devo e não quero vender suas maravilhas.

Prefiro ser a voz das Sheilas.

Esta é a minha decisão!

Respeite.

Cláudia Dornelles

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